24 de abril de 2010

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...


E eu que queria ser poupado da solidão, nesta noite...
Restou-me, hoje, pouca coisa: a voz de Dalva de Oliveira, os versos de Florbela Espanca e o calor torturante que faz nesta cidade terrível!

"Com a frieza de um ladrão
Rondei o teu ser, estudei os teus jeitos
Invadi a tua alma, arrombei o teu peito
Furtei o teu coração
Por caminhos travessos
Alcancei o meu objetivo
Entrei na tua vida, o amor foi o motivo
Por ele pagaria qualquer preço
Hoje, finalmente ao teu lado
Liberto de culpas, perdoado
Uma coisa preciso te confessar:
Se fosse preciso, sem receio e sem talvez
Furtaria o teu coração mais uma vez
Não se peca por amar!" (Florbela Espanca)

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